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Invasão de privacidade na Premier League

John Terry, Peter Crouch, Ashley Cole e Wayne Rooney tem muito mais em comum do que os campos de futebol, fama, fortuna e a infidelidade nos casamentos. Estes quatro jogadores da Premier League, divisão de elite do futebol inglês, foram vítimas (não sem motivo) da sensacionalista imprensa do Reino Unido, conhecida por exagerar e invadir a vida pessoal dos atletas.

O último a se juntar ao grupo dos infiéis e perseguidos pela mídia foi Rooney, atacante do Manchester United. Nos últimos dias veio a tona a história de que o craque dos Red Devils teria saído com prostitutas durante a gravides de sua esposa, gastando uma fortuna nesses encontros.

Assim como nas histórias de infidelidade envolvendo o zagueiro do Chelsea e ex-capitão da seleção da Inglaterra, John Terry, está sendo especulada uma exclusão do atacante na seleção nacional, dirigida pelo italiano Fabio Capello. Além disto, a diretoria do Manchester United cogita não renovar o contrato do jogador.

O exagero na cobertura de casos de infidelidade é tanta que os atletas são transformados em vilões pela imprensa local. A cada jogo da Premier League, Ashley Cole, Peter Crouch e principalmente John Terry são vaiados e perseguidos pelas torcidas adversárias. É o que possivelmente vai acontecer com Wayne Rooney nas próximas partidas.

Mas o que vale mais para um jogador de futebol? Ir bem dentro de campo ou ser um bom marido fora das quatro linhas. Mesmo após a pressão para tirar o zagueiro John Terry da lista para a Copa do Mundo na África do Sul devido a um caso entre o atleta e a ex-namorada do companheiro Bridge, o técnico Fabio Capello foi sensato e manteve o jogador entre os convocados.

O que importa para ele e os verdadeiros torcedores é uma boa atuação dentro de campo. Os torcedores querem ver gol, espetáculo.

França pode surpreender na África do Sul

Vice-campeã na última Copa do Mundo, a seleção da França chega a África do Sul, a 13a de sua história, como uma das incógnitas do torneio. Apontada por poucos como favorita ao título, a equipe do contestado técnico Raymond Domenech pode surpreender os torcedores e adversários. Tanto para o bom, como para o mau sentido.

O fraco desempenho da equipe nas eliminatórias européias quase custou a classificação. A vaga para o Mundial só foi assegurada com um polêmico gol de mão do atacante Thierry Henry sobre a Irlanda, no último jogo da repescagem.

Após o título em 98, os “Bleus” disputam o seu primeiro mundial sem o maior astro do país: Zinedine Zidane. Agora, a difícil missão do técnico Domenech é reencontrar o bom futebol da equipe, que foi embora junto com a aposentadoria do meia.

Gourcuff é apontado por muitos como um dos destaques da equipe no setor de Zidane. Após um excelente Campeonato Francês pelo Bordeaux, o jogador dividirá a responsabilidade de criação das jogadas com Frank Ribery, em grande fase pelo vice-campeão europeu Bayer de Munique.

Na frente, a grande ausência é o atacante Karim Benzema. Contratado a peso de ouro pelo Real Madrid, o jogador ficou de fora da convocação final para a Copa do Mundo. O artilheiro do Chelsea Nicolas Anelka ganhou a confiança do treinador e deve fazer dupla de ataque titular ao lado de Thierry Henry.

No grupo A, ao lado da anfitriã Africa do Sul, México e Uruguai, a França não deve ter dificuldades para se classificar para as oitavas de final, mas dificilmente terá o mesmo desempenho do último mundial.

Confira a lista de 23 jogadores do técnico Raymond Domenech:

Goleiros
Hugo Lloris (Lyon/FRA), Steve Mandanda (Olympique de Marselha/FRA), Cédric Carrasso (Bordeaux/FRA).

Defesa
William Gallas (Arsenal/ING), Éric Abidal (Barcelona/ESP), Bacary Sagna (Arsenal/ING), Patrice Evra (Manchester United/ING), Gaël Clichy (Arsenal/ING), Marc Planus (Bordeaux/FRA), Anthony Réveillère (Lyon/FRA), Sébastien Squillaci (Sevilla/ESP).

Meio-campo
Abou Diaby (Arsenal/ING), Alou Diarra (Bordeaux/FRA), Yoann Gourcuff (Bordeaux/FRA), Florent Malouda (Chelsea/ING), Jérémy Toulalan (Lyon/FRA).

Ataque
Nicolas Anelka (Chelsea/ING), Djibril Cissé (Panathinaikos/GRE), André-Pierre Gignac (Toulouse/FRA), Sidney Govou (Lyon/FRA), Thierry Henry (Barcelona/ESP), Franck Ribéry (Bayern de Munique/ALE), Mathieu Valbuna (Olympique de Marselha/FRA).

Em grande fase, Drogba é um dos destaques do mundial

Didier Drogba é sem dúvidas o principal jogador da Costa do Marfim. Considerado como um dos centroavantes mais perigosos do futebol mundial, o jogador vive uma de suas melhores fases na carreira. O atacante do Chelsea foi o artilheiro do Campeonato inglês, com 29 gols marcados, ajudando a sua equipe a superar o arqui-rival Manchester United a conquistar o título da temporada.

Na África do Sul o atacante de 32 anos, revelado pelo Le Mans, da França, irá disputar a sua segunda Copa do Mundo. Adversário de Brasil, Coréia do Norte e Portugal no Grupo G, o camisa 11 é a esperança de gols da equipe africana, que também disputa o seu segundo mundial em 2010. Em 48 jogos pela seleção nacional, o marfinense já marcou 33 vezes.

Embora comprove suas qualidades a cada jogo pelo Chelsea, Drogba costuma decepcionar em jogos importantes pela seleção nacional. No mundial da Alemanha de 2006, o atacante já se destacava por suas grandes atuações e pelo número de gols marcados, mas balançou as redes apenas uma vez e os marfinenses foram eliminados na primeira fase da competição.

Este ano, além dos zagueiros, o que pode dificultar a vida do atacante é as constantes dores provocadas por uma hérnia-abdominal que quase o tirou da Copa do Mundo. No entanto, Drogba foi confirmado na convocação da Costa do Marfim e certamente estará entre os 11 titulares na África do Sul.

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