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O alemão que desbancou Kaka no Real Madrid

Aos 21 anos de idade, o meio de campo Mesut Özil foi o responsável pela articulação das jogadas da surpreendente seleção da Alemanha na Copa do Mundo. De origem turca mas de nacionalidade germânica, o jovem jogador brilhou nos campos da África do Sul e comandou a sua equipe até o 3o lugar da Competição. No caminho, o time alemão, conhecido por sua determinação defensiva, despachou com facilidade dois fortes candidatos ao título mundial com direito a goleada: Inglaterra (4 a 1) e Argentina (4 a 0), só sucumbindo diante da futura campeã Espanha nas semi-finais.

As atuações do até então desconhecido jogador do Werder Bremen despertou a atenção dos principais clubes do mundo. Inter de Milão e Barcelona tentaram a contratação da jovem promessa, mas o seu destino após o Mundial foi nada menos do que o poderoso Real Madrid.

Hoje, com 22 anos de idade, é titular absoluto na equipe de José Mourinho e está conquistando a confiança da imprensa e torcida espanholas. Ao lado de Di Maria, Cristiano Ronaldo e Higauín, o jogador vem merecidamente roubando o espaço de uma das principais contratações da temporada e que joga na mesma posição, o meia Kaka.

Freqüentemente lesionado, o jogador brasileiro ainda não atuou pelo clube desde que voltou da África do Sul. Somando-se a isso as fracas atuações quando pôde entrar em campo, Kaka parece estar cada vez mais mais perto de um adeus a Madrid.

O técnico José Mourinho sinalizou que não faz questão de ter o brasileiro no grupo e autorizou uma possível transferência do jogador. E a torcida espanhola, feliz com as boas atuações da equipe e do alemão Özil, já não sente mais saudades de Kaka.

Invasão de privacidade na Premier League

John Terry, Peter Crouch, Ashley Cole e Wayne Rooney tem muito mais em comum do que os campos de futebol, fama, fortuna e a infidelidade nos casamentos. Estes quatro jogadores da Premier League, divisão de elite do futebol inglês, foram vítimas (não sem motivo) da sensacionalista imprensa do Reino Unido, conhecida por exagerar e invadir a vida pessoal dos atletas.

O último a se juntar ao grupo dos infiéis e perseguidos pela mídia foi Rooney, atacante do Manchester United. Nos últimos dias veio a tona a história de que o craque dos Red Devils teria saído com prostitutas durante a gravides de sua esposa, gastando uma fortuna nesses encontros.

Assim como nas histórias de infidelidade envolvendo o zagueiro do Chelsea e ex-capitão da seleção da Inglaterra, John Terry, está sendo especulada uma exclusão do atacante na seleção nacional, dirigida pelo italiano Fabio Capello. Além disto, a diretoria do Manchester United cogita não renovar o contrato do jogador.

O exagero na cobertura de casos de infidelidade é tanta que os atletas são transformados em vilões pela imprensa local. A cada jogo da Premier League, Ashley Cole, Peter Crouch e principalmente John Terry são vaiados e perseguidos pelas torcidas adversárias. É o que possivelmente vai acontecer com Wayne Rooney nas próximas partidas.

Mas o que vale mais para um jogador de futebol? Ir bem dentro de campo ou ser um bom marido fora das quatro linhas. Mesmo após a pressão para tirar o zagueiro John Terry da lista para a Copa do Mundo na África do Sul devido a um caso entre o atleta e a ex-namorada do companheiro Bridge, o técnico Fabio Capello foi sensato e manteve o jogador entre os convocados.

O que importa para ele e os verdadeiros torcedores é uma boa atuação dentro de campo. Os torcedores querem ver gol, espetáculo.

A moda antiga, novo Brasil vence na estréia de Mano Menezes

O verdadeiro futebol brasileiro está de volta. A vitória por 2 a 0 no amistoso de ontem a noite (10), em Nova Jersey, não foi apenas a estréia de Mano Menezes, Neymar, Ganso, André e tantos outros. A partida desta terça-feira contra os EUA (mesma equipe que surpreendeu na Copa do Mundo na África do Sul), representa o adeus ao futebol pragmático e defensivo adotado pelo ex-treinador Dunga, e marca o re-início do jogo  ofensivo e bonito tão bem conhecido pelos torcedores da velha e nova geração.

Mesclando futebol bonito com eficiência, a nova equipe da seleção brasileira dominou os 90 minutos de jogo. Como definiu o jornal americano New York Time, o futuro do futebol do Brasil  não deu chances de reação para o presente do futebol norte-americano. Com um pouco mais de sorte nas finalizações, o placar poderia ter sido maior.

Antes do início do mundial, Dunga deu as costas para Paulo Henrique Ganso, Neymar, Hernanes. Preferiu convocar aqueles em quem confiava e deixou de fora os melhores a que tinha a disposição.

O time que foi visto ontem no campo do Estádio New Meadowlands, em Nova Jersey, diferentemente do que foi a África do Sul, com tantos jogadores de nível técnico contestados,  não é apenas uma equipe, e sim uma seleção.

Kaká, Julio César e Maicon ainda tem lugar nesta equipe. Mas terão de mostrar serviço e convencer o novo comandante Mano Menezes de que ainda podem acrescentar algo a seleção brasileira.

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